Diante
da Eucaristia, inestimável dom, nossa resposta é não somente a fé
agradecida, mas também a viva sede da comunhão frequente e da adoração
piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão.
Neste
sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que
se detenham frequentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Beato
João Paulo quis renovar essa recomendação: “O
culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na
vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do Sacrifício
eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se
conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem
as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e
destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores,
inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de
modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as
visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É
bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o Seu peito como o discípulo
predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do Seu
coração.







