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sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Convertei-vos e crede no Evangelho" | Primeiro Domingo da Quaresma - Ano B


Meus queridos irmãos,
Vivemos o primeiro Domingo da Quaresma. Santa Quaresma! Tempo de perdoar e de amar. Amar como Jesus nos amou, entregando-se à tirania de seus algozes, submetendo-se a humilhações e ao Lenho da Cruz para a salvação da humanidade.
Refletimos hoje sobre a conversão, linha mestra deste tempo admirável que é a Santa Quaresma.
A Restauração da humanidade é feita em Cristo pelo batismo.
O mal tem muitas faces, mas uma coerência inferior faz pensar num ser pessoal, embora não identificável no mundo material. Chama-se Satanás, ou seja, adversário, ou ainda diabo, o destruidor. O diabo está presente desde o início da humanidade. Parece, às vezes, que Deus “solta as forças do mal”, por exemplo, quando ele permitiu que Satanás provasse o justo Jô. As águas do dilúvio representavam, para os nossos antepassados, um desencadeamento das forças do mal sobre a criação, o mundo dos homens. Deus soltou Leviatã, o demônio das águas. Mas quem tem a última palavra, a palavra final, na criação é o amor misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Papa anuncia o quarto Consistório Ordinário de seu Pontificado


O Santo Padre Bento XVI, fiel ao que os vaticanistas previram, anunciou para o dia 18 fevereiro um novo consistório. O Consistório é a reunião dos padres cardeais da Santa Igreja Romana, sob a presidência do Santo Padre o Papa, que somente se reúnem por sua ordem. São dois os tipos de consistórios: o consistório ordinário e o consistório extraordinário. O Consistório Ordinário é aquele em que se reúnem todos os cardais, pelo menos os que se encontram em Roma, para consulta sobre algumas questões graves, de ocorrência mais freqüente, ou para a celebração de atos  muito solenes, como o anúncio de assunção de novos cardeais, escolhidos pelo papa a este senado especial da Igreja, chamado Colégio dos Cardeais. O Consistório extraordinário é aquele que se celebra quando aconselham-se necessidades especiais da Igreja ou em questões mais graves a serem tratadas, reunidos todos os Cardeais que são especialmente convocados.
Na festa da Epifania do Senhor, dia 06 de janeiro, o Papa Bento XVI criou vinte e dois novos Eminentíssimos Senhores Cardeais da Santa Igreja Romana, a saber:
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida


Meus queridos irmãos,
O Brasil e o seu povo santo estão unidos, de norte a sul, de leste a oeste, para a grande festa de nossa augusta padroeira: a Virgem da Conceição, Aparecida das águas do Rio Paraíba, no vale do mesmo nome, no ano de 1717.

A devoção à Virgem Maria, depois da Fé Católica, é o maior legado que nossos colonizadores nos deixaram. “Em Portugal se conservará o dogma da fé”, predisse Nossa Senhora em Fátima, exatos 200 anos após a aparição da Virgem Aparecida. No Brasil, por conseqüência, essa fé há-de ser sempre inabalável, pela forma sólida como sempre foi fundada no coração de nossos fiéis.

Poderia a Providência Divina ter, como sinal, conduzido às redes dos dedicados e sofridos pescadores do Paraíba uma cruz – símbolo da nossa fé; ou um ícone do Divino Redentor ou até de algum santo. Mas, não. É a imagem daquela que nos foi dada por Mãe, a Eva do Novo Tempo, numa expressão plácida, orante, imersa no diálogo com o Deus que a criou, como que meditando todas as maravilhas que lhe foi dado conhecer, que vem guiar a espiritualidade daquele povo sofrido, massacrado pelo poder exacerbado, pela injustiça, pela opressão.

Essa imagem da Virgem que se apresenta como ícone de veneração, de contemplação e de modelo tornou-se, com o passar do tempo, uma referência para os brasileiros – para o povo e para a nobreza. A similitude com o povo pobre, a cor negra, a simplicidade de sua escultura tem muito em comum com o povo brasileiro, na sua simplicidade, a ponto de ser consagrada como Rainha e Padroeira do Brasil e, por Decreto Pontifício, coroada como tal. Daí o 12 de outubro ser um dia de grande felicidade e de contentamento espiritual.
No majestoso Santuário Nacional de Nossa Senhora, na paulista Aparecida, ou nas catedrais, igrejas matrizes e filiais, capelanias e oratórios públicos de todo o imenso território nacional, os fiéis, precedidos de seus Pastores, louvam a Deus, por intermédio de sua Mãe que nos legou o mais simples e profundo modo de seguir a Jesus Cristo, o Redentor: “Fazei tudo o que Ele vos Disser!”.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A verdadeira obediência

Muitas falam em obediência. A grande maioria, entretanto, não obedece ao chamado de Deus. Em Mt 21, 28-32, o pai dá a mesma ordem aos dois filhos.
A reação deles em relação à vontade do pai é diferente, tanto no que dizem como no que realizam. A recusa formal do primeiro não o impede de modificar sua atitude, reconsiderando a sua decisão, ao passo que o outro filho, apesar de ter dado sua decisão inicial, não cumpre o prometido.
Esta parábola nos chama a atenção para aquilo que se faz de concreto para realizar a vontade do Pai. Para a comunidade primitiva, a leitura desta parábola mostra um apelo de revisão quanto à sua maneira de se posicionar ante as exigências da vida concreta. Em todos os âmbitos da vida humana, são muitos os que dizem “sim”. Que lutam por alcançar uma posição ou estabelecer a própria vida, que prometem com seriedade e se dispõem a fazer algo na sociedade, mas são poucos os que abraçam a vida, assumindo para valer a missão correspondente a cada “sim”.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

23º Domingo do Tempo Comum

“Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso segundo a vossa misericórdia”(cf. Sl. 118,137.124).
Refletimos na liturgia de hoje a “Igreja, comunidade de salvação”. O profeta é o homem que enxerga por cima dos telhados, que tem uma visão de conjunto da realidade eclesial, é aquele que faz uma análise das coisas certas e das coisas erradas, anunciando a vontade de Deus, o hoje da salvação. O profeta enxerga o lado interior das coisas, principalmente as coisas surpresas e as maldades dos corações. O profeta é uma sentinela, que deve dar o alerta se enxergar algo suspeito no comportamento dos fiéis e na caminhada da comunidade. É o profeta que faz com que a comunidade volte para o caminho da verdade, da salvação e da fraternidade. A primeira leitura tirada do livro de Ezequiel(33, 7-9) nos adverte que como cristãos, temos todos responsabilidades uns para com os outros. Somos sentinelas da fidelidade para com Deus e para com o próximo.  Os profetas eram sentinelas em Israel; deviam dar alerta, e o fizeram. Mas o povo não prestou atenção. Veio a catástrofe – exílio. Sobra um pequeno resto. Ainda assim precisa de sentinela, de alguém que lhe avise para mudar seu caminho. E aí da sentinela que não cumprir seu dever: ela é responsável pela perda do irmão.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O seguimento de Jesus: O caminho da Cruz

A narrativa de Mt 16, 21-27  começa com as mesmas palavras que Jesus utilizou para provocar em Pedro uma mudança de atitude: “Se alguém quer vir comigo ...” Desta vez, porém, dirige-se a todos os discípulos para explicar-lhes as exigências do seguimento.

A exortação a “tomar a cruz e a negar-se a si mesmo” aparece em outro lugar no Evangelho, mas aqui aparece como condição de seguimento.
Seguir Jesus significa, antes de tudo, negar-se a si mesmo e tomar a Cruz, o que é o mesmo que perder a própria vida para encontrá-la em plenitude.
Os primeiros cristãos utilizaram muito a expressão “tomar a cruz”, para expressar a sua união com Jesus em sua Morte e Ressurreição. É muito provável que Jesus, ao se referir à Cruz, a veja como símbolo de sofrimento e os primeiros cristãos deram a essa expressão um sentido mais pleno, relacionando-a com o mistério da Páscoa de Jesus.
O seguimento de Jesus significa renunciar aos projetos pessoais de realização, aos olhos da sociedade estruturada pelos poderosos, e tomar a Cruz. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Liturgia - 18º Domingo do Tempo Comum


“Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador, Senhor, não tardeis mais.” (cf. Sl 69,2.6).

Meus irmãos,
Jesus nos convida hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário, nesta nossa peregrinação rumo ao Reino das Bem-aventuranças.
A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não têm dinheiro para comprar. Essa Leitura faz-nos, ainda, entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães segundo o Evangelho hodierno (cf. Mt 14,13-21). Isaías apresenta o convite para o banquete messiânico. Is 55 é a conclusão do “Segundo Isaías”- as profecias da escola de Isaías durante o Exílio Babilônico. O povo no Exílio é representado como faminto e sedento – as carências daquele outro exílio, o êxodo do Egito, ao qual o Exílio muitas vezes é assemelhado. Mas é fome e sede do Deus vivo e próximo – falta-lhes o Templo. Estão no perigo de se contentar com um sucedâneo: os deuses da Babilônia. Mas nenhum ídolo, pago com ouro ou prata, pode aliviar a sede do Deus vivo.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pedi e recebereis

A oração é a expressão da nossa relação com Deus, como o único absoluto. Na oração, o homem se volta para Deus, reconhecendo a si mesmo como criatura, relativizando a autossuficiência. Por isso, rezar para ser elogiado é colocar-se como centro, falsificando a oração.
Mas há uma nova perspectiva: essa relação deve ser de confiança e intimidade, como a de um filho para com o seu pai.
Como diz Nosso Senhor Jesus Cristo, o ser humano não dará uma pedra ao filho que lhe pede pão, nem dará uma cobra, se ele lhe pede peixe.
Se o ser humano, que é passível de pecar sabe dar coisas boas a seus filhos, quanto mais o Pai do céu? Ele dará coisas boas aos que lhe pedirem.
Alguém já afirmou que “a oração é a força do homem e a fraqueza de Deus”. Sabemos que Deus nunca é fraco. A palavra “fraqueza” aí significa bondade, misericórdia, compaixão. Significa que Deus se compadece de nós quando somos sinceros, fieis e pedimos aquilo que será bom para nós e para nossos semelhantes.
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domingo, 12 de junho de 2011

Solenidade de Pentecostes


Meus queridos irmãos,

A Solenidade de Pentecostes é a plenificação do Mistério Pascal: a comunhão com o Ressuscitado só é completa pelo dom do Espírito, que continua em nós a obra do Cristo e sua presença gloriosa. A liturgia deste domingo acentua a manifestação histórica do Espírito no milagre de Pentecostes – como anuncia a primeira leitura dos Atos dos Apóstolos – e nos carismas da Igreja – como nos adverte a Segunda Leitura retirada da Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios -, sinais da unidade e da paz que o Cristo veio trazer. Isto, porque a pregação dos apóstolos, anunciando o Ressuscitado, supera a divisão de raças e línguas, e porque a diversidade de dons na Santa Igreja serve para a edificação do povo unido, o Corpo do qual Cristo é a cabeça. Ambos estes temas podem alimentar a reflexão de hoje.
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sábado, 4 de junho de 2011

Solenidade da Ascensão do Senhor

“Homens da Galiléia, por que estais admirados, olhando para o céu? Este Jesus há de voltar do mesmo modo que o viste subir, aleluia!” (Cf. At 1,11).

Meus queridos irmãos,

            Quarenta dias depois da Páscoa, a Santa Mãe Igreja celebra a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebramos hoje toda a realidade da glorificação de Jesus, aquilo que a cristologia das origens chamou de “estar sentado à direita do Pai”. Assim, a última aparição de Jesus aos apóstolos aponta para uma realidade que ultrapassa o quadro da narração. Jesus, depois de sua ressurreição, não veio para retomar sua atividade de antes, nem para implantar um reino político de Deus no mundo, como muitos achavam que ele deveria ter feito. Definitivamente não. Jesus realiza-se agora numa outra dimensão, a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. A atividade aqui na terra, ele a deixa para nós – que somos as suas testemunhas... até os confins da terra, e nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Na ressurreição, Jesus volta a nós, não mais “carnal”, mas em condição gloriosa, para nos animar com seu Espírito.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

“Eis que fui constituído para anunciar as insondáveis riquezas de Cristo” Efésios 3,8

Diletíssimos Irmãos e Irmãs.
              Neste tempo da vitória do Senhor, às portas do derramamento de seu Espírito Santo, no Pentecostes, tal qual em Jerusalém naqueles dias após a Ressureição, nos achamos reunidos, assembléia santa e povo redimido, para oferecer louvor agradável ao Senhor Deus, nosso criador, por meio de seu Filho nosso Senhor Jesus Cristo, na presença em nós do mesmo Espírito, que torna agradável a oblação de nossa própria vida. Um olhar sincero para o coração poderia talvez advertir a cada um de nós que assim como outrora os discípulos, mantemos “as portas fechadas por medo” (Jo 20,19).
            Queridos irmãos, no louvor que ora elevamos a Deus, é salutar que o saibamos, não estamos sós. Acompanha-nos uma legião vitoriosa, que já triunfa no céu junto de Deus e que conosco é Igreja, no serviço de adoração e amor à Trindade. Se a experiência da ausência humana de Jesus nos provoca temor, como aos discípulos, olhamos para o patriarca Moisés, que pela fé conduzia o povo rumo à terra prometida “como se visse o invisível” (Hb 11,27). Sim, ver é mais que enxergar! A realidade supera o que nossa vista nos pode comunicar, mas a fé, ela sim, nos faz ver o que transcende a nós mesmos, e que é “nosso dever e salvação”, como rezamos no prefácio da missa.
 

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