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domingo, 3 de junho de 2012

A Santíssima Trindade


Caríssimos irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade da Santíssima Trindade. Um Deus, uma só natureza, em três pessoas. PAI, FILHO, EPÍRITO SANTO. É um Mistério, sim, pois, somos criaturas limitadas e a nossa capacidade não tem condições de captar, na sua totalidade, o Deus criador. Contudo, meus irmãos, na nossa capacidade
humana podemos entender o que Jesus nos revelou e a própria obra criada manifesta o seu criador. Pela obra chegamos ao artista. (pinturas nas igrejas, esculturas, música, etc). Podemos dizer que a Santíssima Trindade é o mistério da união, comunhão e amor de Deus. O Deus que se revela através da Bíblia é UNO e TRINO. - Um só e ao mesmo tempo Comunidade; Unidade e Variedade. A Santíssima Trindade é a face de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia o Filho com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho para que esteja com  os discípulos, em sua missão de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem sua existência totalmente enraizada no Pai.Seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar, com perfeição,a sua obra.O Espírito Santo revela aos discípulos o que ouviu de Jesus.Terminada  sua missão terrena,o Filho voltou para junto do Pai,ao passo que o Espírito Santo continua a dinamizar , na história,a obra do Filho.
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sábado, 19 de maio de 2012

A Ascensão do Senhor


"Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: 'Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel'? Jesus respondeu: Não cabe a vocês saber o tempo e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão forças para serem minhas testemunhas em Jerusalém, na Judéia e em toda a Samaria, e até os extremos da Terra. Depois de dizer isto, Jesus foi elevado ao céu à vista deles. E quando uma nuvem o cobriu, eles não puderam vê-lo mais. Os apóstolos continuavam a olhar para o céu, enquanto Jesus ia embora. Mas, de repente, dois homens vestidos de branco apareceram a eles e lhes disseram: Homens da Galiléia, por que vocês estão aí, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu virá do mesmo modo com que vocês o viram partir para o céu".
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domingo, 1 de janeiro de 2012

Maria, Mãe de Deus

O Verbo de Deus veio para socorrer a descendência de Abraão, como afirma o Apóstolo, e por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos e assumir um corpo semelhante ao nosso.

É para isso que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi d’Ela que o Verbo assumiu como próprio aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura recorda este nascimento e diz: Envolveu-O em panos; além disso, proclama ditosos os peitos que amamentaram o Senhor e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogénito.

O anjo Gabriel tinha anunciado esta concepção com toda a precisão e prudência; não lhe disse: «O que há-de nascer em ti», como se tratasse de algo extrínseco, mas de ti, para indicar que o fruto deste nascimento procedia realmente de Maria.
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sábado, 3 de dezembro de 2011

A voz que clama - II Domingo do Advento


Celebramos neste final de semana o segundo domingo do Advento, que é o tempo favorável para se preparar para a celebração anual do Natal, o Mistério da Encarnação! A palavra de Deus nesta época especial do ano litúrgico assume um papel e uma função muito importante para nossa vida cristã. É partir dela que começamos a entender o verdadeiro sentido da vinda de Deus entre nós e a própria celebração do Natal do Senhor neste tempo marcado por tanto sofrimento, mas também com muita esperança e confiança.
Na oração do dia ou coleta, recolocamos hoje o significado da nossa expectativa pessoal e comunitária da vinda do Redentor: "Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida".
Neste domingo somos convidados a olhar para a figura de João Batista, que clama no deserto a necessidade de preparar o caminho para o Senhor que vem. Ele vem de uma maneira especial na história da humanidade. Para isto, escolhe um momento muito específico: Deus entra na história humana para transformá-la de dentro.
 Assim como há dois mil anos o apelo à preparação ecoa, chamando-nos a preparar o caminho do nosso coração, porque é aí que o Senhor deve nascer. Isso nós veremos através das transformações de nossas vidas e comportamentos.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).
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domingo, 25 de setembro de 2011

Os pecadores nos precederão no Reino dos Céus

Às vezes pensamos que a bondade, a misericórdia e o amor de Deus são razões que justificam qualquer coisa que façamos. Se Deus é assim, dizemos, então, tanto faz nos comportarmos bem ou mal, tanto faz trabalharmos na vinha ou abandoná-la. Se pensamos deste modo, é porque ainda não saímos de uma mentalidade ajustada à lei. Os que vivem sob a lei sentem-se impelidos a cumpri-la. A polícia e os juízes encarregam-se de cuidar para que todos a cumpram e de castigar aqueles que não o fizerem. Mas, quando o vigilante olha para o outro lado, então os que vivem sob a lei se sentem livres. Pensam que podem fazer o que quiserem. E, normalmente, dedicam-se a praticar o que é proibido. Não pensam muito naquilo que estão fazendo. O mais importante é o prazer de quebrar a norma e enganar a quem os vigia. Não se importam em saber se aquilo que fazem nesse momento é bom ou mau, ainda que, muitas vezes, isso seja prejudicial para eles mesmos.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A verdadeira obediência

Muitas falam em obediência. A grande maioria, entretanto, não obedece ao chamado de Deus. Em Mt 21, 28-32, o pai dá a mesma ordem aos dois filhos.
A reação deles em relação à vontade do pai é diferente, tanto no que dizem como no que realizam. A recusa formal do primeiro não o impede de modificar sua atitude, reconsiderando a sua decisão, ao passo que o outro filho, apesar de ter dado sua decisão inicial, não cumpre o prometido.
Esta parábola nos chama a atenção para aquilo que se faz de concreto para realizar a vontade do Pai. Para a comunidade primitiva, a leitura desta parábola mostra um apelo de revisão quanto à sua maneira de se posicionar ante as exigências da vida concreta. Em todos os âmbitos da vida humana, são muitos os que dizem “sim”. Que lutam por alcançar uma posição ou estabelecer a própria vida, que prometem com seriedade e se dispõem a fazer algo na sociedade, mas são poucos os que abraçam a vida, assumindo para valer a missão correspondente a cada “sim”.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pregar com a vida


Uma de nossas grandes dificuldades é a sinceridade em nos reconhecermos pecadores. Mesmo que a cada missa façamos o ato penitencial quando proclamamos, confessamos nossos pecados publicamente parece que nem sempre esse ato que fazemos com nossa voz corresponde ao nosso coração. Basta vez a dificuldade hoje, em participar do Sacramento da Penitência encontrando sempre justificativas para fugir desse momento de misericórdia. Sabemos também como nos justificamos em nossos pecados, procurando muitas vezes colocar um culpado em nosso lugar. Outras vezes queremos nos desculpar com justificativas para não assumir nossa responsabilidade de erro, de pecado.

Reconhecemos pouco o pecado e, em seguida, não sabemos pedir e dar perdão. A falta de experiência da misericórdia em nossas vidas nos faz também ser pouco misericordiosos para com os outros. Nós percebemos isso nos desejos de vingança (não de justiça), proclamados em alto e bom som por muitos comunicadores revoltados com os problemas da sociedade.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Trilhar o caminho do perdão



A vingança e a violência diante de alguns fatos têm sido uma tônica constante nas várias situações hodiernas. Estamos muitas vezes construindo uma sociedade sem misericórdia, sem perdão. É verdade que muitas pessoas estão se cansando de ver a impunidade, a corrupção, a maldade dominar as situações da sociedade. Necessitamos de um equilíbrio muito importante nestes tempos de crise. Ao lado da eficiente organização social, precisamos ver quais são os nossos sentimentos profundos com relação a essas situações. Existe a necessiade de um Estado organizado e eficiente e, ao mesmo tempo, de pessoas que tudo fazem com amor e não com ódio. Quais são as nossas atitudes mais profundas diante desses fatos? Agimos com rancor e ódio ou procurando “salvar”? É um tema muito interessante e importante.

É muito difícil perdoar? Pedro pediu a Jesus para esclarecer sobre quantas vezes devemos perdoar o irmão que pecou contra ele. Jesus responde que devemos perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre. Estamos aqui no coração da nossa fé diante desta passagem do Evangelho proposto para o XXIV domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35); somos chamados a confrontar o nosso crescimento na vida cristã. Jesus, com uma história simples, como uma parábola, nos faz perceber qual é a fonte do perdão e como somos chamados a viver nas nossas relações. Não somos a fonte de perdão. Às vezes achamos difícil perdoar porque estamos um pouco longe do Pai misericordioso, seja pelo nosso pouco tempo para a oração, pela nossa pouca participação na dupla mesa da Palavra e da Eucaristia aos domingos e, especialmente, pela esporádica ou simplista aproximação do sacramento da reconciliação. Se hoje podemos compreender a beleza do perdão, vamos redescobrir também a beleza da confissão, da confissão auricular, ou popularmente chamada de confissão individual. (A confissão comunitária é uma excessão, sempre com a expressa autorização do Bispo Diocesano).
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

23º Domingo do Tempo Comum

Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso segundo a vossa misericórdia”(cf. Sl. 118,137.124).
Refletimos na liturgia de hoje a “Igreja, comunidade de salvação”. O profeta é o homem que enxerga por cima dos telhados, que tem uma visão de conjunto da realidade eclesial, é aquele que faz uma análise das coisas certas e das coisas erradas, anunciando a vontade de Deus, o hoje da salvação. O profeta enxerga o lado interior das coisas, principalmente as coisas surpresas e as maldades dos corações. O profeta é uma sentinela, que deve dar o alerta se enxergar algo suspeito no comportamento dos fiéis e na caminhada da comunidade. É o profeta que faz com que a comunidade volte para o caminho da verdade, da salvação e da fraternidade. A primeira leitura tirada do livro de Ezequiel(33, 7-9) nos adverte que como cristãos, temos todos responsabilidades uns para com os outros. Somos sentinelas da fidelidade para com Deus e para com o próximo.  Os profetas eram sentinelas em Israel; deviam dar alerta, e o fizeram. Mas o povo não prestou atenção. Veio a catástrofe – exílio. Sobra um pequeno resto. Ainda assim precisa de sentinela, de alguém que lhe avise para mudar seu caminho. E aí da sentinela que não cumprir seu dever: ela é responsável pela perda do irmão.

sábado, 20 de agosto de 2011

A Responsabilidade de Pedro: Quem é Jesus Cristo?



Simão Pedro atreve-se a colocar um nome em Jesus, isto é, a dizer-lhe quem é Ele e a defini-lo: “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”.
Mas o que significam essas palavras?  O que é que elas significaram para Pedro? Podemos supor que Messias recordava a Pedro as velhas histórias de libertação de seu povo. Para um povo como o judeu, que vivia àquela época, sob a dominação romana, libertação não poderia ter outro sentido que o de libertação política. Finalmente, Deus se manifestava claramente a favor do seu povo. Isso não significa que Pedro sentisse ódio pelos romanos, mas não seria uma legítima aspiração a busca da liberdade tanto das pessoas quanto dos povos?
Ao dizer que Jesus era o Messias, Pedro estava expressando a sua fé em um Deus libertador, um Deus que apoiava a liberdade de seu povo para tomar as suas próprias decisões e ser, assim, dono de seu destino.
Pedro, no entanto, disse também que Jesus era “o Filho de Deus vivo”.

sábado, 30 de julho de 2011

Saber Partilhar!


A palavra “partilha” tem uma dimensão de esperança, de realidade nova e de mundo novo. Ela desafia o sistema de acúmulo que causa tantas consequências que ameaçam a vida das pessoas. Onde acontece de verdade a partilha, não existe necessitados.
Apesar do espírito de partilha e de fraternidade de muitas pessoas, a estrutura da sociedade hodierna reflete sintoma de pessimismo, de fechamento e de concentração de bens. Com isto, a esperança de um mundo mais fraterno e humano é, também, de forma pessimista.
Mesmo assim, devemos sonhar com um “novo tempo”. Isto faz parte do contexto da fé, assentado nas promessas divinas de um mundo melhor, no saber partilhar os bens da criação. Tudo que existe do Criador foi destinado para dar qualidade de vida para todos.
As comunidades têm muitos sonhos. Eles alimentam a esperança e os projetos de futuro. Já nos povos antigos esta consciência estava muito evidente nas pessoas. É a expectativa e a confiança na luta pela conquista de uma vida melhor e de fraternidade.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Liturgia - 18º Domingo do Tempo Comum


“Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador, Senhor, não tardeis mais.” (cf. Sl 69,2.6).

Meus irmãos,
Jesus nos convida hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário, nesta nossa peregrinação rumo ao Reino das Bem-aventuranças.
A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não têm dinheiro para comprar. Essa Leitura faz-nos, ainda, entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães segundo o Evangelho hodierno (cf. Mt 14,13-21). Isaías apresenta o convite para o banquete messiânico. Is 55 é a conclusão do “Segundo Isaías”- as profecias da escola de Isaías durante o Exílio Babilônico. O povo no Exílio é representado como faminto e sedento – as carências daquele outro exílio, o êxodo do Egito, ao qual o Exílio muitas vezes é assemelhado. Mas é fome e sede do Deus vivo e próximo – falta-lhes o Templo. Estão no perigo de se contentar com um sucedâneo: os deuses da Babilônia. Mas nenhum ídolo, pago com ouro ou prata, pode aliviar a sede do Deus vivo.

domingo, 24 de julho de 2011

Ao encontro do Senhor

Pelo terceiro domingo consecutivo, a liturgia nos dá uma página de parábolas. Jesus usa as parábolas para facilitar a compreensão do mistério de Deus. Usando imagens conhecidas para aqueles que o escutam, o Senhor mostra sua capacidade comunicativa e a sua vontade. Necessitamos de estar sempre aprendendo a falar com palavras simples e compreensíveis os profundos mistérios da nossa salvação!

As parábolas nos remetem a uma opção fudamental de busca sincera do Senhor. Vamos ouvir falar de algo precioso, que muda a vida das pessoas. Um homem encontra um tesouro durante uma escavação, recobre tudo e compra o campo. Um colecionador de pérolas, o objeto mais precioso na antiguidade, encontra uma pérola extraodinária, e a compra. A idéia básica é a mesma: a vida é uma busca, e somente Deus conhece o que pode preencher os nossos corações. Somente Deus sabe o que faz ao ser humano autêntica, verdadeira e profundamente feliz. Às vezes, encontramos Deus sem procurá-lo, como aquele que encontra o tesouro escavando. Outras vezes, ao contrário, o encontro com Deus é o pouso depois de uma longa e laboriosa busca que pode durar toda a vida. O que estamos procurando? Estamos ainda procurando?
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sábado, 9 de julho de 2011

O valor da semente

A semente é símbolo de esperança, de fartura e de colheita abundante. Mas depende de seu cultivo, de ser lançada na terra e fertilizada com os insumos necessários para o seu verdadeiro desenvolvimento. Não basta ser jogada na terra e deixá-la sem cuidado.
Tanto a semente como a terra têm que ser boas. Aí está a base para os bons frutos, frutos de qualidade e em condição para atender os objetivos para os quais são destinados. Esses objetivos devem coincidir com o que identificamos como esperança numa semente.
A Palavra de Deus é comparada com uma semente. Quem a anuncia é como o semeador que vai ao campo para plantá-la. Ele encontra inúmeros tipos de terrenos, isto é, de corações humanos onde é lançada essa semente-palavra. A terreno é sinônimo de vida, como a vida das pessoas.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Semear a Palavra de Deus

"Um semeador saiu a semear ..." É o início da parábola que está no centro do Evangelho deste 15º. Domingo do Tempo Comum (Mateus 13,1-23); um início simples, quase trivial, como parece mais óbvio em seguida: no difícil terreno palestino de então, a semente espalhada "como chuva" cai apenas parcialmente em terra boa, onde irá dar frutos, em grande parte se perde no terreno seco, ou entre as pedras ou entre espinhos.
Com algumas exceções, todas as parábolas apresentam semelhantes traços da vida comum, de pouco interesse à primeira vista: a pesca pobre ou abundante, um homem assaltado por ladrões em uma estrada solitária, um pai que luta com os delírios dos filhos, dois homens que vão orar, uma mulher que percebe ter perdido uma moeda, uma outra prejudicada por falha na justiça.
Pode-se perguntar de onde vem o encanto dessas histórias, ainda vivas após dois mil anos em um mundo mudado radicalmente. A resposta, paradoxalmente, está no fato de que elas não mostram circunstâncias extraordinárias, mas sempre a partir dos pequenos problemas em que nos encontramos presos ou que conhecemos e que hoje também poderiam nos afetar: problemas de todos, como sempre, essencialmente os mesmos que há dois mil anos atrás – mudou apenas no modo externo. Por isso nos envolvem, pois numa ou noutra podemos nos reconhecer, mas muitas vezes as vivemos de uma forma superficial, entediados ou irritados. As parábolas nos fazem descobrir uma dimensão mais profunda, que as removem da banalidade e conferem ao cotidiano toda a espessura da vida real.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

São Pedro e São Paulo


Dois homens fundamentais na difusão da fé católica são celebradas conjuntamente, em 29 de junho em Roma, e no Brasil, quando o dia da festa cai durante a semana no domingo seguinte, para lembrar Pedro e Paulo, que a liturgia os reúne em uma só Solenidade.
Pedro é lembrado pelo deu testemunho corajoso diante da perseguição e Paulo, por seu empenho missionário em territórios da diáspora judaica, que se deu quando os romanos expulsaram os judeus da sua própria terra.
Celebramos no dia 29 de junho a solenidade desses dois grandes apóstolos, que são de suma importância para a Igreja primitiva. Por ser uma solenidade, é celebrada no domingo entre 28 de junho e 4 de julho, a não ser que coincida com um domingo.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

A origem da festa de Corpus Christi

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
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sábado, 18 de junho de 2011

Deus é Amor


Concluimos na semana passada o tempo pascal. Praticamente, estamos na metade do ano litúrgico. Depois de celebrarmos o Mistério da Encarnação (Advento e Natal) e o Mistério da Redenção (Quaresma e Páscoa), embora ambos estejam presentes durante toda a nossa vida, agora, como no alto de um monte, a Igreja nos convida a olhar o caminho percorrido e nos dispor a continuar com ânimo e coragem a caminhada que temos adiante.
É assim a nossa vida e a vida da Igreja. Vemos neste tempo o sinal da nossa caminhada histórica, iluminados pelo Espírito Santo, caminhando em Cristo rumo ao Pai para vivermos a comunhão trinitária, agora pela fé e um dia pela visão. Vemos também a Igreja que continua mostrando-nos a presença de Jesus, o Cristo Senhor, na história dos homens, proclamando e anunciando a Boa Notícia, como aparece no início do Evangelho deste domingo.
É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de cotinuar buscando-O ainda mais.
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Santíssima Trindade


Terminado o tempo pascal somos imergidos no tempo cotidiano, chamado de tempo comum, em que a Mãe Igreja nos apresenta a Santíssima Trindade que é Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Permitamos que chegue até nosso coração uma mensagem clara: Deus é amor. E não é outra coisa. Pai, Filho, Espírito Santo – é relação de amor entre eles. E nesse amor vivem na mais perfeita unidade que se possa imaginar. Tanto que são um só Deus.
E, além disso, esse amor se volta para nós. “Em Jesus nos é revelado o amor do Pai e o Espírito Santo nos ajuda a reconhecê-lo com nossa mente e nosso coração”, sempre presente: somos amados por Deus.
O Evangelho de João nos fala: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu único Filho”. Isto é, entregou-se a si mesmo. Entregou-se completamente por nós. Sem medida. Sem condições.
Como é possível que haja alguém que ainda pense que Deus nos persegue para nos castigar, para colocar dificuldades e pedras no nosso caminho, até mesmo para nos condenar? “É preciso repetir muitas vezes essa passagem: De tal modo Deus amou o mundo...” E permitir que chegue dentro de nós esse carinho imenso de Deus e dar-nos conta da incongruência que supõe pensar que Deus possa planejar nossa condenação, ou que possa ter pensado na destruição deste mundo e de muitos de seus filhos. Deus quer que o mundo se salve.
 

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