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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Por que os católicos amam as teorias da evolução e do Big Bang?


O título deste artigo não pretende ser jocoso. O catolicismo é mesmo apaixonado pelas teorias da evolução e do Big Bang. Nós, católicos, não temos nenhuma razão para nos unir aos protestos recentes dos nossos irmãos cristãos em defesa dos relatos bíblicos da criação e contra a série de documentários "Cosmos", da rede FOX.

Quem espera que os católicos se juntem às vozes que condenam o programa, organizado pelo astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson, deve estar se perguntando por que nós preferimos explicar o nosso amor pelas teorias evolucionistas e pelo Big Bang.

Já vou tentar explicar. Mas, antes, proponho que você leia estes breves excertos de dois documentos importantes:
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Nossas feridas aos olhos de Deus

Deus nos aceita como somos e não se envergonha das nossas fraquezas.

Como as nossas feridas são importantes! Da ferida pode brotar a vida, surgir a esperança. Sim, dessa ferida que causa tanta dor e que às vezes temos vontade de tapar, esconder, negar.
 
Deus nos quer com as nossas feridas, não apesar delas. Nossas feridas podem ser fonte de vida, como a ferida do lado de Cristo. Quando as aceitamos e beijamos, Deus as usa para gerar vida.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Creio na ressurreição da carne e na vida eterna

Esta verdade afirma a plenitude de imortalidade à qual o homem está destinado; constitui, portanto, uma lembrança da dignidade da pessoa, especialmente do seu corpo.

No final do Símbolo dos Apóstolos a Igreja proclama: «Creio na ressurreição da carne e na vida eterna». Nesta fórmula, estão contados de uma forma breve os elementos fundamentais da esperança escatológica da Igreja.

1. A ressurreição da carne

A Igreja proclamou, em muitas ocasiões, a sua fé na ressurreição de todos os mortos no final dos tempos. Trata-se, de certo modo, da “extensão” da Ressurreição de Jesus Cristo, «o primogênito entre muitos irmãos» ( Rm 8,29) a todos os homens, vivos e mortos, justos e pecadores, que terá lugar quando Ele vier no final dos tempos. Com a morte, a alma separa-se do corpo; com a ressurreição, corpo e alma unem-se de novo entre si, para sempre (cf. Catecismo, 997). O dogma da ressurreição dos mortos, ao mesmo tempo em que fala da plenitude da imortalidade  à qual o homem está destinado, é uma viva lembrança da sua dignidade, especialmente na sua vertente corporal. Fala da bondade do mundo, do corpo, do valor da história vivida dia a dia, da vocação eterna da matéria. Por isso, contra os gnósticos do século II, falou-se da ressurreição da carne, ou seja, da vida do homem no seu aspecto mais material, temporal, mutável e, aparentemente, caduco.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Graças e louvores ao Santíssimo Sacramento!

Diante da Eucaristia, inestimável dom, nossa resposta é não somente a fé agradecida, mas também a viva sede da comunhão frequente e da adoração piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão.
Neste sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que se detenham frequentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Beato João Paulo quis renovar essa recomendação: O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do Sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o Seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do Seu coração. 
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domingo, 3 de junho de 2012

A Santíssima Trindade


Caríssimos irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade da Santíssima Trindade. Um Deus, uma só natureza, em três pessoas. PAI, FILHO, EPÍRITO SANTO. É um Mistério, sim, pois, somos criaturas limitadas e a nossa capacidade não tem condições de captar, na sua totalidade, o Deus criador. Contudo, meus irmãos, na nossa capacidade
humana podemos entender o que Jesus nos revelou e a própria obra criada manifesta o seu criador. Pela obra chegamos ao artista. (pinturas nas igrejas, esculturas, música, etc). Podemos dizer que a Santíssima Trindade é o mistério da união, comunhão e amor de Deus. O Deus que se revela através da Bíblia é UNO e TRINO. - Um só e ao mesmo tempo Comunidade; Unidade e Variedade. A Santíssima Trindade é a face de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia o Filho com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho para que esteja com  os discípulos, em sua missão de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem sua existência totalmente enraizada no Pai.Seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar, com perfeição,a sua obra.O Espírito Santo revela aos discípulos o que ouviu de Jesus.Terminada  sua missão terrena,o Filho voltou para junto do Pai,ao passo que o Espírito Santo continua a dinamizar , na história,a obra do Filho.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Santos Patronos e Intercessores da JMJ 2013


Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Protetora da Igreja e das famílias!

Biografia
No ano 1717, três pescadores, ao lançarem a sua rede para pescar nas águas do rio Paraíba, encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Devido aos muitos milagres realizados e aumento da devoção foi proclamada padroeira do Brasil em 1930 e anos depois foi erguida, em sua homenagem, uma grande basílica que acolhe milhões de peregrinos todos os anos. A JMJ a invoca como Protetora da Igreja e das famílias!
Oração
Mãe de Deus e Senhora minha, rogai incessantemente por minha família que hoje consagro a vós! Amém. 


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Conheça a história de devoção a Nossa Senhora Auxiliadora

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.
A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.
No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.
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sábado, 19 de maio de 2012

A Ascensão do Senhor


"Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: 'Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel'? Jesus respondeu: Não cabe a vocês saber o tempo e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão forças para serem minhas testemunhas em Jerusalém, na Judéia e em toda a Samaria, e até os extremos da Terra. Depois de dizer isto, Jesus foi elevado ao céu à vista deles. E quando uma nuvem o cobriu, eles não puderam vê-lo mais. Os apóstolos continuavam a olhar para o céu, enquanto Jesus ia embora. Mas, de repente, dois homens vestidos de branco apareceram a eles e lhes disseram: Homens da Galiléia, por que vocês estão aí, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu virá do mesmo modo com que vocês o viram partir para o céu".
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Amai-vos como eu vos amei

Não existe uma pessoa que não ame. Muda o objeto que é amado, mas faz parte da natureza humana voltar-se, no amor, para o que é desejado e buscado. Pode parecer muito simples, mas também a capacidade de amar vem a ser educada, num processo de formação que envolve a vida inteira. Mal formada, a inata capacidade para amar pode chegar inclusive à destruição da realidade que é amada. Trata-se de uma força imensa, plantada por Deus nos corações humanos. Ela vem do Céu, para se implantar e multiplicar-se no bem que pode ser feito na terra e se perpetuará na eternidade.
O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!
“Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4). A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sinais de Deus para o nosso Tempo.

Tudo começou de novo com a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Passou o que era velho e tudo se fez novo, a partir de dentro, num dinamismo plantado no coração de cada cristão que recebe o Sacramento do Batismo. Caiu a velhice do pecado e do egoísmo, desmoronaram os muros da desconfiança, da inveja e do ciúme. Os cristãos exultam pela sua renovação espiritual, pois recuperaram com alegria a condição de filhos de Deus e podem esperar com plena confiança o dia da ressurreição (cf. Oração do III Domingo da Páscoa).

Descrever assim a vida pode parecer sonho, quem sabe, uma ilusão, ou otimismo ingênuo. Alguns chamariam utopia, por não perceberem que o sentido originário de palavra aponta para o lugar ideal a ser alcançado e não um projeto imaginário e impossível de se concretizar. É que os cristãos não têm medo de ver as coisas a partir dos olhos de Deus, enxergando, além de todas as chagas existentes no mundo, a grandeza o plano de Deus. “O olho de Deus sobre o mundo é o Coração de Cristo, mas a pupila é aquela ferida de amor! A ferida está no Coração de Cristo. Ele foi ferido porque manifestou por inteiro o amor. Ele é o amor do Pai vindo à terra, e nos amou dando tudo... E nós, se vivermos como Ele, poderemos olhar por dentro e ver a Deus, e o Pai pode olhar dentro da chaga do Coração de Cristo e ver a todos nós” (Chiara Lubich, cf. Nuova Umanità 2012/2, p. 167).
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sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Convertei-vos e crede no Evangelho" | Primeiro Domingo da Quaresma - Ano B


Meus queridos irmãos,
Vivemos o primeiro Domingo da Quaresma. Santa Quaresma! Tempo de perdoar e de amar. Amar como Jesus nos amou, entregando-se à tirania de seus algozes, submetendo-se a humilhações e ao Lenho da Cruz para a salvação da humanidade.
Refletimos hoje sobre a conversão, linha mestra deste tempo admirável que é a Santa Quaresma.
A Restauração da humanidade é feita em Cristo pelo batismo.
O mal tem muitas faces, mas uma coerência inferior faz pensar num ser pessoal, embora não identificável no mundo material. Chama-se Satanás, ou seja, adversário, ou ainda diabo, o destruidor. O diabo está presente desde o início da humanidade. Parece, às vezes, que Deus “solta as forças do mal”, por exemplo, quando ele permitiu que Satanás provasse o justo Jô. As águas do dilúvio representavam, para os nossos antepassados, um desencadeamento das forças do mal sobre a criação, o mundo dos homens. Deus soltou Leviatã, o demônio das águas. Mas quem tem a última palavra, a palavra final, na criação é o amor misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

São João da Cruz, o poeta do Amor!


Foi no ano de 1542 que em Fontiberos, pequena localidade de Castela, nasceu João da Cruz, hoje venerado como grande Santo na Igreja. Depois da morte prematura do pai, a mãe com seus quatro filhos se mudou para Medina del Campo, onde João iniciou os estudos e entrou na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Desde a infância o distinguiu sempre uma terna devoção a Maria Santíssima, que mais uma vez lhe salvou a vida, milagrosamente. O que raramente se observa em meninos: O desejo da mortificação, em João era bem pronunciado, quando contava apenas 9 anos. Escolhendo para si um leito duro, poucas horas de sono dava ao corpo, castigando-o ainda com jejuns assaz rigorosos. Estudante , ainda tinha por ocupação predileta visitar doentes nos hospitais e prestar-lhes serviços de enfermeiro.
Uma vez feito religioso, não se satisfazia com as praxes disciplinares usuais: Tinha o intento de moldar a vida religiosa pelo rigor antigo da Ordem . Tendo chegado o dia da celebração da primeira Missa, examinou a consciência com o maior escrúpulo; não achando falta com que tivesse gravemente ofendido a Deus, deu muitas graças, pedindo a Nosso Senhor, que o preservasse sempre do pecado mortal. Esta oração foi ouvida, concedendo-lhe Deus a graça da inocência até a morte. Alcançou na perfeição um grau tão elevado, que na sua vida não há exemplo de pecado venial deliberado. Santa Teresa de Jesus, que foi sua contemporânea, considerava-o santo, e afirma que nunca lhe observou a mínima falta. A mesma Santa conheceu São João da Cruz, por ocasião da fundação dum convento em Medina del Campo. João, levado pela inclinação à vida austera, tencionava entrar na Ordem dos Trapistas, mas antes de tomar qualquer resolução definitiva neste sentido, pediu o conselho de Santa Teresa. Esta lhe disse, que mais acertado, andaria por ser mais do agrado de Deus, se permanecesse na Ordem Carmelita, e se incumbisse também da reforma da disciplina regular; era esta a vontade de Deus. João apresentou este plano a Deus nas orações e ao confessor, e decidiu seguir a opinião de Santa Teresa. Em pouco tempo, conseguiu a graça de Deus a reforma de alguns conventos da Ordem. A opiniões contrárias fechava os ouvidos, dizendo que o caminho estreito para o Céu, não exigia causa de menos valor.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida


Meus queridos irmãos,
O Brasil e o seu povo santo estão unidos, de norte a sul, de leste a oeste, para a grande festa de nossa augusta padroeira: a Virgem da Conceição, Aparecida das águas do Rio Paraíba, no vale do mesmo nome, no ano de 1717.

A devoção à Virgem Maria, depois da Fé Católica, é o maior legado que nossos colonizadores nos deixaram. “Em Portugal se conservará o dogma da fé”, predisse Nossa Senhora em Fátima, exatos 200 anos após a aparição da Virgem Aparecida. No Brasil, por conseqüência, essa fé há-de ser sempre inabalável, pela forma sólida como sempre foi fundada no coração de nossos fiéis.

Poderia a Providência Divina ter, como sinal, conduzido às redes dos dedicados e sofridos pescadores do Paraíba uma cruz – símbolo da nossa fé; ou um ícone do Divino Redentor ou até de algum santo. Mas, não. É a imagem daquela que nos foi dada por Mãe, a Eva do Novo Tempo, numa expressão plácida, orante, imersa no diálogo com o Deus que a criou, como que meditando todas as maravilhas que lhe foi dado conhecer, que vem guiar a espiritualidade daquele povo sofrido, massacrado pelo poder exacerbado, pela injustiça, pela opressão.

Essa imagem da Virgem que se apresenta como ícone de veneração, de contemplação e de modelo tornou-se, com o passar do tempo, uma referência para os brasileiros – para o povo e para a nobreza. A similitude com o povo pobre, a cor negra, a simplicidade de sua escultura tem muito em comum com o povo brasileiro, na sua simplicidade, a ponto de ser consagrada como Rainha e Padroeira do Brasil e, por Decreto Pontifício, coroada como tal. Daí o 12 de outubro ser um dia de grande felicidade e de contentamento espiritual.
No majestoso Santuário Nacional de Nossa Senhora, na paulista Aparecida, ou nas catedrais, igrejas matrizes e filiais, capelanias e oratórios públicos de todo o imenso território nacional, os fiéis, precedidos de seus Pastores, louvam a Deus, por intermédio de sua Mãe que nos legou o mais simples e profundo modo de seguir a Jesus Cristo, o Redentor: “Fazei tudo o que Ele vos Disser!”.

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domingo, 25 de setembro de 2011

Os pecadores nos precederão no Reino dos Céus

Às vezes pensamos que a bondade, a misericórdia e o amor de Deus são razões que justificam qualquer coisa que façamos. Se Deus é assim, dizemos, então, tanto faz nos comportarmos bem ou mal, tanto faz trabalharmos na vinha ou abandoná-la. Se pensamos deste modo, é porque ainda não saímos de uma mentalidade ajustada à lei. Os que vivem sob a lei sentem-se impelidos a cumpri-la. A polícia e os juízes encarregam-se de cuidar para que todos a cumpram e de castigar aqueles que não o fizerem. Mas, quando o vigilante olha para o outro lado, então os que vivem sob a lei se sentem livres. Pensam que podem fazer o que quiserem. E, normalmente, dedicam-se a praticar o que é proibido. Não pensam muito naquilo que estão fazendo. O mais importante é o prazer de quebrar a norma e enganar a quem os vigia. Não se importam em saber se aquilo que fazem nesse momento é bom ou mau, ainda que, muitas vezes, isso seja prejudicial para eles mesmos.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A verdadeira obediência

Muitas falam em obediência. A grande maioria, entretanto, não obedece ao chamado de Deus. Em Mt 21, 28-32, o pai dá a mesma ordem aos dois filhos.
A reação deles em relação à vontade do pai é diferente, tanto no que dizem como no que realizam. A recusa formal do primeiro não o impede de modificar sua atitude, reconsiderando a sua decisão, ao passo que o outro filho, apesar de ter dado sua decisão inicial, não cumpre o prometido.
Esta parábola nos chama a atenção para aquilo que se faz de concreto para realizar a vontade do Pai. Para a comunidade primitiva, a leitura desta parábola mostra um apelo de revisão quanto à sua maneira de se posicionar ante as exigências da vida concreta. Em todos os âmbitos da vida humana, são muitos os que dizem “sim”. Que lutam por alcançar uma posição ou estabelecer a própria vida, que prometem com seriedade e se dispõem a fazer algo na sociedade, mas são poucos os que abraçam a vida, assumindo para valer a missão correspondente a cada “sim”.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

23º Domingo do Tempo Comum

Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso segundo a vossa misericórdia”(cf. Sl. 118,137.124).
Refletimos na liturgia de hoje a “Igreja, comunidade de salvação”. O profeta é o homem que enxerga por cima dos telhados, que tem uma visão de conjunto da realidade eclesial, é aquele que faz uma análise das coisas certas e das coisas erradas, anunciando a vontade de Deus, o hoje da salvação. O profeta enxerga o lado interior das coisas, principalmente as coisas surpresas e as maldades dos corações. O profeta é uma sentinela, que deve dar o alerta se enxergar algo suspeito no comportamento dos fiéis e na caminhada da comunidade. É o profeta que faz com que a comunidade volte para o caminho da verdade, da salvação e da fraternidade. A primeira leitura tirada do livro de Ezequiel(33, 7-9) nos adverte que como cristãos, temos todos responsabilidades uns para com os outros. Somos sentinelas da fidelidade para com Deus e para com o próximo.  Os profetas eram sentinelas em Israel; deviam dar alerta, e o fizeram. Mas o povo não prestou atenção. Veio a catástrofe – exílio. Sobra um pequeno resto. Ainda assim precisa de sentinela, de alguém que lhe avise para mudar seu caminho. E aí da sentinela que não cumprir seu dever: ela é responsável pela perda do irmão.
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Igreja, Comunidade de Salvação - Correção Fraterna


Em Mateus 18, 15-20, podemos ressaltar duas frases de Jesus: “Se teu irmão pecar, vai corrigi-lo a sós.” E “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles.”
Isto é a Igreja que Jesus fundou e que Ele quer que continuemos. A Igreja é, ao mesmo tempo, santa e pecadora. Santa porque ela é divina na sua origem, foi instituída e desejada por Deus, por isso, professamos no Credo: Uma, Santa, Católica e Apostólica. É pecadora, porque é humana, isto é, formada por seres humanos, frágeis e limitados.
Na santidade de filhos de Deus, somos irmãos, responsáveis uns pelos outros, sobretudo quando o pecado está destruindo essa santidade. Daí a exigência da correção fraterna. Só em última instância o pecador deve ser excluído da comunidade.
O que e Correção Fraterna? Correção fraterna por quê? Não é cada um o único responsável por si mesmo? A Igreja é uma comunidade cujos membros estão comprometidos uns com os outros, quer queiram, quer não; por isso, o pecado, embora cometido individualmente, tem incidência comunitária. O pecado também tem dimensão social. “Corrigir”, mostrar o erro, “significa tornar claro, mostrar com provas convincentes e irrefutáveis o mal de quem errou. A finalidade da correção é evidentemente, levar a pessoa a se rever, embora não seja usada a palavra conversão. A recuperação do irmão é uma conquista e ao mesmo tempo uma aquisição, porque o tira das veredas do mal e o livra de uma eventual condenação. Não é um ato de autoridade, mas de amor, de caridade.

sábado, 20 de agosto de 2011

A Responsabilidade de Pedro: Quem é Jesus Cristo?



Simão Pedro atreve-se a colocar um nome em Jesus, isto é, a dizer-lhe quem é Ele e a defini-lo: “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”.
Mas o que significam essas palavras?  O que é que elas significaram para Pedro? Podemos supor que Messias recordava a Pedro as velhas histórias de libertação de seu povo. Para um povo como o judeu, que vivia àquela época, sob a dominação romana, libertação não poderia ter outro sentido que o de libertação política. Finalmente, Deus se manifestava claramente a favor do seu povo. Isso não significa que Pedro sentisse ódio pelos romanos, mas não seria uma legítima aspiração a busca da liberdade tanto das pessoas quanto dos povos?
Ao dizer que Jesus era o Messias, Pedro estava expressando a sua fé em um Deus libertador, um Deus que apoiava a liberdade de seu povo para tomar as suas próprias decisões e ser, assim, dono de seu destino.
Pedro, no entanto, disse também que Jesus era “o Filho de Deus vivo”.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O seguimento de Jesus: O caminho da Cruz

A narrativa de Mt 16, 21-27  começa com as mesmas palavras que Jesus utilizou para provocar em Pedro uma mudança de atitude: “Se alguém quer vir comigo ...” Desta vez, porém, dirige-se a todos os discípulos para explicar-lhes as exigências do seguimento.

A exortação a “tomar a cruz e a negar-se a si mesmo” aparece em outro lugar no Evangelho, mas aqui aparece como condição de seguimento.
Seguir Jesus significa, antes de tudo, negar-se a si mesmo e tomar a Cruz, o que é o mesmo que perder a própria vida para encontrá-la em plenitude.
Os primeiros cristãos utilizaram muito a expressão “tomar a cruz”, para expressar a sua união com Jesus em sua Morte e Ressurreição. É muito provável que Jesus, ao se referir à Cruz, a veja como símbolo de sofrimento e os primeiros cristãos deram a essa expressão um sentido mais pleno, relacionando-a com o mistério da Páscoa de Jesus.
O seguimento de Jesus significa renunciar aos projetos pessoais de realização, aos olhos da sociedade estruturada pelos poderosos, e tomar a Cruz. 
 

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