Emigrantes mortos no mar; barcos que em vez de ser uma rota de
esperança, foram uma rota de morte. Assim recitava o título dos jornais.
Desde há algumas semanas, quando tive conhecimento desta notícia (que
infelizmente se vai repetindo tantas vezes), o caso volta-me
continuamente ao pensamento como um espinho no coração que faz doer. E
então senti o dever de vir aqui hoje para rezar, para cumprir um gesto
de solidariedade, mas também para despertar as nossas consciências a fim
de que não se repita o que aconteceu. Que não se repita, por favor.
Mostrando postagens com marcador Homilética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homilética. Mostrar todas as postagens
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Homilética, Igreja, Migrantes, Papa Francisco, Pobres
comentários
terça-feira, 9 de julho de 2013
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Homilética, Igreja, Migrantes, Papa Francisco, Pobres
Globalização da Indiferença | Homilia do Papa Francisco em Lampedusa
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Sagrada Escritura, Vida Cristã
comentários
domingo, 3 de junho de 2012
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Sagrada Escritura, Vida Cristã
A Santíssima Trindade
Caríssimos
irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade da Santíssima Trindade. Um Deus, uma só
natureza, em três pessoas. PAI, FILHO, EPÍRITO
SANTO. É um Mistério, sim, pois, somos criaturas limitadas e a nossa
capacidade não tem condições de captar, na sua totalidade, o Deus criador.
Contudo, meus irmãos, na nossa capacidade
humana podemos
entender o que Jesus nos revelou e a própria obra criada manifesta o seu
criador. Pela obra chegamos ao artista. (pinturas nas igrejas, esculturas, música,
etc). Podemos dizer que a Santíssima Trindade é o mistério da união, comunhão e
amor de Deus. O Deus que se revela através da Bíblia é UNO e TRINO. - Um só e
ao mesmo tempo Comunidade; Unidade e Variedade. A Santíssima Trindade é a face
de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito
Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia o Filho
com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é enviado
pelo Pai e pelo Filho para que esteja com
os discípulos, em sua missão de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem
sua existência totalmente enraizada no Pai.Seu alimento é fazer a vontade do
Pai e realizar, com perfeição,a sua obra.O Espírito Santo revela aos discípulos
o que ouviu de Jesus.Terminada sua
missão terrena,o Filho voltou para junto do Pai,ao passo que o Espírito Santo
continua a dinamizar , na história,a obra do Filho.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Igreja, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
comentários
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Igreja, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
"Convertei-vos e crede no Evangelho" | Primeiro Domingo da Quaresma - Ano B
Meus queridos irmãos,
Vivemos o primeiro Domingo da
Quaresma. Santa Quaresma! Tempo de perdoar e de amar. Amar como Jesus nos amou,
entregando-se à tirania de seus algozes, submetendo-se a humilhações e ao Lenho
da Cruz para a salvação da humanidade.
Refletimos hoje sobre a
conversão, linha mestra deste tempo admirável que é a Santa Quaresma.
A Restauração da humanidade é
feita em Cristo pelo batismo.
O mal tem muitas faces, mas uma
coerência inferior faz pensar num ser pessoal, embora não identificável no
mundo material. Chama-se Satanás, ou seja, adversário, ou ainda diabo, o destruidor.
O diabo está presente desde o início da humanidade. Parece, às vezes, que Deus
“solta as forças do mal”, por exemplo, quando ele permitiu que Satanás provasse
o justo Jô. As águas do dilúvio representavam, para os nossos antepassados, um
desencadeamento das forças do mal sobre a criação, o mundo dos homens. Deus
soltou Leviatã, o demônio das águas. Mas quem tem a última palavra, a palavra
final, na criação é o amor misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia
comentários
sábado, 3 de dezembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia
A voz que clama - II Domingo do Advento
Celebramos neste final
de semana o segundo domingo do Advento, que é o tempo favorável para se
preparar para a celebração anual do Natal, o Mistério da Encarnação! A palavra
de Deus nesta época especial do ano litúrgico assume um papel e uma função
muito importante para nossa vida cristã. É partir dela que começamos a
entender o verdadeiro sentido da vinda de Deus entre nós e a própria
celebração do Natal do Senhor neste tempo marcado por tanto
sofrimento, mas também com muita esperança e confiança.
Na oração do dia ou
coleta, recolocamos hoje o significado da nossa expectativa pessoal e
comunitária da vinda do Redentor: "Ó Deus todo-poderoso e cheio de
misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de
correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria,
participemos da plenitude de sua vida".
Neste
domingo somos convidados a olhar
para a figura de João Batista,
que clama no deserto a necessidade de
preparar o caminho para o Senhor
que vem. Ele vem de uma maneira especial na história da humanidade. Para isto, escolhe um momento
muito específico: Deus entra na história humana para transformá-la de dentro.
Assim como há dois mil anos o apelo à
preparação ecoa, chamando-nos a preparar o caminho do nosso coração, porque é
aí que o Senhor deve nascer. Isso nós veremos
através das transformações de nossas vidas e comportamentos.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Discipulado, Homilética, Vida Cristã
comentários
sábado, 22 de outubro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Discipulado, Homilética, Vida Cristã
A força do Amor
A
palavra “amor” está envolvida de predicados, de qualidades, de situações e
expressões que, na visão da Sagrada Escritura, tudo se resume na frase “amar a
Deus e amar o próximo como a si mesmo”. Ela constitui o maior de todos os
mandamentos da vida.
O
amor tem uma força que, às vezes, até explode dentro da pessoa. Mas tem que ser
bem canalizado, não deixando que se transforme em atitudes de agressão e
prejuízo para os que o detêm e para aqueles com quem a pessoa convive.
Pela
força do amor podemos até esvaziar nossa vida para fazer o outro feliz. Mas pode
acontecer o contrário, experimentando um falso amor e explorar a vida alheia. É
um amor que se transforma em ódio e violência, podendo ocasionar até morte.
Em
Deus, o amor é uma vocação, um caminho de acesso à realização plena, que só
acontece de forma gratuita. Esta prática supõe fazer ao outro aquilo que
gostaria que fosse feito à gente mesmo, mas dentro da realização da gratuidade.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Vida Cristã
comentários
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Vida Cristã
O maior mandamento
A pergunta do fariseu estava cheia de más intenções.
Para eles, todos os mandamentos eram igualmente importantes e deveriam ser
cumpridos com o mesmo rigor. Aquele fariseu, ao perguntar a Jesus qual era o
mandamento mais importante, desejava colocá-lo em dificuldades. No entanto,
Jesus não teve medo e respondeu com clareza. Tudo está resumido em dois
mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Nada mais é necessário. Todas as demais
normas dependem desses dois mandamentos maiores. E foi isso que ouviram,
surpresos os fariseus e o que nós hoje devemos ter bem presente. Todos os
nossos deveres como cristãos estão resumidos nesses dois mandamentos: amar a
Deus e aos irmãos.
São dois mandamentos que estão ligados entre si. Não
são duas normas separadas e independentes. Em outras palavras, um é condição
para o outro. O segundo é condição para o primeiro. Apenas aquele que ama seus
irmãos ama a Deus: e aquele que não ama seus irmãos não ama a Deus, por mais
que vá à missa ou reze muitas orações, ou leia diversas vezes a Bíblia.
Portanto, os dois mandamentos andam bem juntos e não podem ser separados.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Maria, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
comentários
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Maria, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Meus queridos irmãos,
O Brasil e o seu povo santo estão unidos, de norte a sul, de leste a
oeste, para a grande festa de nossa augusta padroeira: a Virgem da Conceição,
Aparecida das águas do Rio Paraíba, no vale do mesmo nome, no ano de 1717.
A devoção à Virgem Maria, depois da Fé Católica, é o maior legado
que nossos colonizadores nos deixaram. “Em Portugal se conservará o dogma da
fé”, predisse Nossa Senhora em Fátima, exatos 200 anos após a aparição da
Virgem Aparecida. No Brasil, por conseqüência, essa fé há-de ser sempre
inabalável, pela forma sólida como sempre foi fundada no coração de nossos
fiéis.
Poderia a Providência Divina ter, como sinal, conduzido às redes dos
dedicados e sofridos pescadores do Paraíba uma cruz – símbolo da nossa fé; ou
um ícone do Divino Redentor ou até de algum santo. Mas, não. É a imagem daquela
que nos foi dada por Mãe, a Eva do Novo Tempo, numa expressão plácida, orante,
imersa no diálogo com o Deus que a criou, como que meditando todas as
maravilhas que lhe foi dado conhecer, que vem guiar a espiritualidade daquele povo
sofrido, massacrado pelo poder exacerbado, pela injustiça, pela opressão.
Essa imagem da Virgem que se apresenta como ícone de veneração, de
contemplação e de modelo tornou-se, com o passar do tempo, uma referência para
os brasileiros – para o povo e para a nobreza. A similitude com o povo pobre, a
cor negra, a simplicidade de sua escultura tem muito em comum com o povo
brasileiro, na sua simplicidade, a ponto de ser consagrada como Rainha e
Padroeira do Brasil e, por Decreto Pontifício, coroada como tal. Daí o 12 de
outubro ser um dia de grande felicidade e de contentamento espiritual.
No majestoso Santuário Nacional de Nossa Senhora, na paulista
Aparecida, ou nas catedrais, igrejas matrizes e filiais, capelanias e oratórios
públicos de todo o imenso território nacional, os fiéis, precedidos de seus
Pastores, louvam a Deus, por intermédio de sua Mãe que nos legou o mais simples
e profundo modo de seguir a Jesus Cristo, o Redentor: “Fazei tudo o que Ele vos Disser!”.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
comentários
domingo, 25 de setembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
Os pecadores nos precederão no Reino dos Céus
Às vezes pensamos que a bondade, a
misericórdia e o amor de Deus são razões que justificam qualquer coisa que
façamos. Se Deus é assim, dizemos, então, tanto faz nos comportarmos bem ou
mal, tanto faz trabalharmos na vinha ou abandoná-la. Se pensamos deste modo, é
porque ainda não saímos de uma mentalidade ajustada à lei. Os que vivem sob a
lei sentem-se impelidos a cumpri-la. A polícia e os juízes encarregam-se de
cuidar para que todos a cumpram e de castigar aqueles que não o fizerem. Mas,
quando o vigilante olha para o outro lado, então os que vivem sob a lei se
sentem livres. Pensam que podem fazer o que quiserem. E, normalmente,
dedicam-se a praticar o que é proibido. Não pensam muito naquilo que estão fazendo.
O mais importante é o prazer de quebrar a norma e enganar a quem os vigia. Não
se importam em saber se aquilo que fazem nesse momento é bom ou mau, ainda que,
muitas vezes, isso seja prejudicial para eles mesmos.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
comentários
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Pe. Wagner Portugal, Vida Cristã
A verdadeira obediência
Muitas falam em obediência. A grande maioria,
entretanto, não obedece ao chamado de Deus. Em Mt 21, 28-32, o pai dá a mesma
ordem aos dois filhos.
A reação deles em relação à vontade do pai é
diferente, tanto no que dizem como no que realizam. A recusa formal do primeiro
não o impede de modificar sua atitude, reconsiderando a sua decisão, ao passo
que o outro filho, apesar de ter dado sua decisão inicial, não cumpre o
prometido.
Esta parábola nos chama a atenção para aquilo que se
faz de concreto para realizar a vontade do Pai. Para a comunidade primitiva, a
leitura desta parábola mostra um apelo de revisão quanto à sua maneira de se
posicionar ante as exigências da vida concreta. Em todos os âmbitos da vida
humana, são muitos os que dizem “sim”. Que lutam por alcançar uma posição ou
estabelecer a própria vida, que prometem com seriedade e se dispõem a fazer
algo na sociedade, mas são poucos os que abraçam a vida, assumindo para valer a
missão correspondente a cada “sim”.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
comentários
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
Pregar com a vida
Uma de nossas grandes
dificuldades é a sinceridade em nos reconhecermos pecadores. Mesmo que a cada
missa façamos o ato penitencial quando proclamamos, confessamos nossos pecados
publicamente parece que nem sempre esse ato que fazemos com nossa voz
corresponde ao nosso coração. Basta vez a dificuldade hoje, em participar do
Sacramento da Penitência encontrando sempre justificativas para fugir desse
momento de misericórdia. Sabemos também como nos justificamos em nossos pecados,
procurando muitas vezes colocar um culpado em nosso lugar. Outras vezes
queremos nos desculpar com justificativas para não assumir nossa
responsabilidade de erro, de pecado.
Reconhecemos pouco o pecado e,
em seguida, não sabemos pedir e dar perdão. A falta de experiência da
misericórdia em nossas vidas nos faz também ser pouco misericordiosos para com
os outros. Nós percebemos isso nos desejos de vingança (não de justiça),
proclamados em alto e bom som por muitos comunicadores revoltados com os
problemas da sociedade.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
comentários
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Bispos, Homilética, Liturgia, Vida Cristã
Trilhar o caminho do perdão
A vingança e a violência diante de alguns fatos
têm sido uma tônica constante nas várias situações hodiernas. Estamos muitas
vezes construindo uma sociedade sem misericórdia, sem perdão. É verdade que
muitas pessoas estão se cansando de ver a impunidade, a corrupção, a maldade
dominar as situações da sociedade. Necessitamos de um equilíbrio muito
importante nestes tempos de crise. Ao lado da eficiente organização social,
precisamos ver quais são os nossos sentimentos profundos com relação a essas
situações. Existe a necessiade de um Estado organizado e eficiente e, ao mesmo
tempo, de pessoas que tudo fazem com amor e não com ódio. Quais são as nossas
atitudes mais profundas diante desses fatos? Agimos com rancor e ódio ou
procurando “salvar”? É um tema muito interessante e importante.
É muito difícil perdoar? Pedro pediu a Jesus
para esclarecer sobre quantas vezes devemos perdoar o irmão que pecou contra
ele. Jesus responde que devemos perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre. Estamos
aqui no coração da nossa fé diante desta passagem do Evangelho proposto para o
XXIV domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35); somos chamados a confrontar o nosso
crescimento na vida cristã. Jesus, com uma história simples, como uma parábola,
nos faz perceber qual é a fonte do perdão e como somos chamados a viver nas
nossas relações. Não somos a fonte de perdão. Às vezes achamos difícil perdoar
porque estamos um pouco longe do Pai misericordioso, seja pelo nosso pouco
tempo para a oração, pela nossa pouca participação na dupla mesa da Palavra e
da Eucaristia aos domingos e, especialmente, pela esporádica ou simplista
aproximação do sacramento da reconciliação. Se hoje podemos compreender a
beleza do perdão, vamos redescobrir também a beleza da confissão, da confissão
auricular, ou popularmente chamada de confissão individual. (A confissão
comunitária é uma excessão, sempre com a expressa autorização do Bispo
Diocesano).
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Pe. Wagner Portugal
comentários
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Espiritualidade, Homilética, Liturgia, Pe. Wagner Portugal
23º Domingo do Tempo Comum
“Vós
sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso segundo a vossa
misericórdia”(cf. Sl. 118,137.124).
Refletimos
na liturgia de hoje a “Igreja, comunidade
de salvação”. O profeta é o homem que enxerga por cima dos telhados, que
tem uma visão de conjunto da realidade eclesial, é aquele que faz uma análise
das coisas certas e das coisas erradas, anunciando a vontade de Deus, o hoje da
salvação. O profeta enxerga o lado interior das coisas, principalmente as
coisas surpresas e as maldades dos corações. O profeta é uma sentinela, que
deve dar o alerta se enxergar algo suspeito no comportamento dos fiéis e na
caminhada da comunidade. É o profeta que faz com que a comunidade volte para o
caminho da verdade, da salvação e da fraternidade. A primeira leitura tirada do
livro de Ezequiel(33, 7-9) nos adverte que como cristãos, temos todos
responsabilidades uns para com os outros. Somos sentinelas da fidelidade para
com Deus e para com o próximo. Os
profetas eram sentinelas em Israel; deviam dar alerta, e o fizeram. Mas o povo
não prestou atenção. Veio a catástrofe – exílio. Sobra um pequeno resto. Ainda
assim precisa de sentinela, de alguém que lhe avise para mudar seu caminho. E
aí da sentinela que não cumprir seu dever: ela é responsável pela perda do
irmão.
0
comentários
Frei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Homilética, Pe. Wagner Portugal
comentários
sábado, 4 de junho de 2011
Postado porFrei Rodolfo Pimentel Marcadores:
Homilética, Pe. Wagner Portugal
Solenidade da Ascensão do Senhor
“Homens da Galiléia, por que estais admirados, olhando para o céu? Este Jesus há de voltar do mesmo modo que o viste subir, aleluia!” (Cf. At 1,11).
Meus queridos irmãos,
Quarenta dias depois da Páscoa, a Santa Mãe Igreja celebra a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebramos hoje toda a realidade da glorificação de Jesus, aquilo que a cristologia das origens chamou de “estar sentado à direita do Pai”. Assim, a última aparição de Jesus aos apóstolos aponta para uma realidade que ultrapassa o quadro da narração. Jesus, depois de sua ressurreição, não veio para retomar sua atividade de antes, nem para implantar um reino político de Deus no mundo, como muitos achavam que ele deveria ter feito. Definitivamente não. Jesus realiza-se agora numa outra dimensão, a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. A atividade aqui na terra, ele a deixa para nós – que somos as suas testemunhas... até os confins da terra, e nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Na ressurreição, Jesus volta a nós, não mais “carnal”, mas em condição gloriosa, para nos animar com seu Espírito.
Assinar:
Postagens (Atom)


















